peguei pra ler o livro ‘a imagem revelada’ de olga curado e tem uma parte em que ela diz que:
“relacionamento é a capacidade de incluir o outro. (…) sentir-se bem com o outro é uma condição que nos aproxima e, quando estou próximo, coopero. ter respeito, admiração e paciência refletem o fato de também eu me sentir respeitado, pacientemente ouvido e tolerado nas minhas diferenças.”
na mesma época, meu aluno @gussluveira mostrou, num encontro de workshop, um tuíte com a citação de um filósofo linguista que diz assim:
“não há clientes ou usuários, apenas pessoas.
cliente é um comportamento de pessoas em contexto.
e comportamentos não pertencem a empresas: são relacionamentos entre pessoas e elas.”
essas duas ideias me bateram bem numa semana em que o instagram, o facebook e o whatsapp ficaram fora do ar por quase 4 horas (lembra que a gente achou que o mundo ia acabar? rs). na ocasião, pensei com minhas alunas e clientes em ~persona~ — com quem a gente tá falando quando circula pelo mundo (o online e o offline também), quem é essa outra pessoa interlocutora das ideias que a gente compartilha, com quem a gente SONHA trocar, colaborar, criar junto? :)
fomos desenrolando isso num exercício de imaginação do que seria “ o ideal” nos nossos relacionamentos, pra botar em prática uma comunicação focada nesse lugar do sonho <3 e trazer pra perto ESSAS pessoas — com nossas palavras, com imagens, com aparência, com discurso/ideias, com nosso modo de escrever e falar, com as conversas que tamos puxando e com os caminhos que toda comunicação pode abrir.
já de olho em quem tá em volta da gente hoje, mas também estrategizando em volta de quem a gente quer estar!
pra, então, ter plano plano tático e conseguir operacionalizar os relacionamentos que a gente quer viver, com esse potencial de ‘comportamento em contexto que movimenta papéis de pessoas e clientes’! incluindo, criando conexões! tanto jeito da gente praticar isso, fazer dessa potencial conexão uma constante em nossas comunicações (e em nossas experiências humanas)! botando atenção em
_linguagem que a gente usa
_que plataformas em que a gente escolhe compartilhar ideias
_formatos com que a gente molda nossas comunicações
_roupas que a gente escolhe vestir, construindo interface de interação com o mundo :)
_ambientes em que a gente circula
_pessoas com quem a gente se associa
a olga curado ainda fala no livro que TUDO compõe identidade (a gente já sabe que é assim mesmo). com essas ideias todas, tudo junto e misturado com a queda das plataformas do markinho zuckerberg naqueles dias junto de minhas alunas e clientes, a provocação que mais grudou em minha mente foi:
como a gente pode construir relações de qualidade suficientemente maneiras pra não depender de rede social? e, pr’além da rede social, as pessoas quererem manter essa conexão com a gente? \o/
se o instagram e o whatsapp nunca mais voltassem, como essas pessoas iam encontrar a gente? elas iam querer manter essa relação ENTRE a gente? iam lembrar, iam ter motivação pra querer saber da gente e buscar essa proximidade?
penso em planos de ação, e tenho pensado que esse tempo de cultivo de pertencimento em comunidades abre espaço pra gente se relacionar de verdade, com mais atenção que na rede social — pra conversar, e escutar, e exercitar troca, e debater, colaborar… e, eventualmente, se contratar entre si!
se cliente é pessoa em contexto de relacionamento :) fico achando que um caminho certeiro pra amarrar todas essas possibilidades em forma de comunicação é: documentar/compartilhar os nossos processos e as nossas relações e nossos fazeres e ideias e aprendizados — e desapegar de falar taaanto de serviço serviço serviço o tempo todo. nénão?
cultivar relacionamento > fazer propaganda/vender!