ideias pra fazer boas fotos de apresentação da gente mesma

parte importante de trabalhar identidade (nesses formatos de vocabulário visual e presença online) é pensar em fotos de perfil, tanto as que a gente faz pra usar nas redes sociais, quanto as que ilustram nossos sites — essas mesmas que a gente envia quando chegam convites pra colaborar e trabalhar junto; ou quando a gente faz palestras e treinamentos em outros ambientes, quando rola qualquer divulgação. coisa mais importante de retratos profissionais é se imaginar abrindo a porta do escritório quando a cliente toca a campainha: com que expressão facial a gente abre essa porta? com que look recebe a cliente, em que tipo de espaço, com que cores e elementos visuais?

gosto de orientar que a gente conheça fotógrafas com trabalhos que a gente admira pra, pelo menos 1 ou 2 vezes por ano, contratar uma sessão profissional de fotos: esse é um jeito de ter registros bem lindos e atualizados da gente e dos nossos trabalhos; é massa também pra garantir alternância (nos apps de rede social) entre fotos perfeitonas e as fotos que a gente mesma faz no dia a dia.

maaas, tendo ou improvisando um tripé + treinando corridinhas no tempo do temporizador da câmera/do telefone ;-) acho bem possível a gente mesma montar nosso próprio banco de imagens, nosso portfolio imagético, fazendo boas fotos de apresentação da gente mesma e dos nossos trabalhos — acho inclusive um super ótimo treino de olhar, de reconhecer belezas nas nossas cotidianidades, de afinar percepção da gente mesma, de crescer em técnica. aqui uma sequência que pode incentivar, orientar, facilitar:

estudar pra estar confiante

especificamente pra fazer fotos da gente mesma, é bom que a gente seja o ponto mais iluminado da imagem a ser produzida — mais iluminada que o fundo, mais iluminada que o que tá em volta, mais clara e mais colorida que o resto todo (pensando sempre em comparação: tipo, cinza pode ser claro em relação a marinho e escuro em relação a bege). mas né, vale buscar na internet o que os fotógrafos profissionais ensinam como fundamento das boas fotos, entender sobre luz (a natural é sempre melhor: busca a incidência na diagonal e não tãaao de frente, pra ter sombras bonitas :), enquadramento (o que a gente faz caber na foto), composição (como as coisas/os elementos visuais se dispõem na imagem, como a gente escolhe que eles se disponham: em primeiro plano, como coadjuvantes, como pano de fundo).

se estudar pra construir/reforçar identidade

e proponho pensar identidade, aqui carregando significados pr’além da aparência somente: como representação dos nossos valores e crenças, competências, habilidades e forças, como spoiler de como a gente trabalha, como confirmação de como a gente vem construindo nossas experiências humanas (organizamos isso juntas em todos os trabalhos que ofereço, alá ;-). é bom que a gente tenha trabalhado numa boa lista de palavras-chave, antes, pra que elas sirvam como direção do que a gente claramente quer reconhecer nas fotos que faz. ter em mente que sensações, experiências, visões de mundo e características de nossas personalidades podem ser representadas por cores, formas, texturas! tudo que aparece na imagem importa e comunica, mas mais importante mesmo é a gente: iluminadas e claramente em primeiro plano, ocupando a maior parte do registro.

“não ir pro supermercado com fome”

gastar energia cuidando do burocrático/do administrativo antes pra, no durante, acessar toda a energia da criatividade: sempre acho super importante fazer lista de registros possíveis (a partir de nossas palavras-chave!), contemplando as 4 dimensões do trabalho (recursos, processos, relações, identidade). pra cada imagem listada, pensa em retrato de frente, retrato levemente na diagonal, retrato sorrindo, retrato mais séria; no computador, fazendo anotações, lendo livros, preparando material de trabalho; com cliente em videochamada, em reunião, interagindo na rede social com o telefone na mão; de pé, sentada, com material nas mãos, etc etc etc. dá, inclusive, pra agrupar esses registros em forma de roteiro, e conduzir a sessão de fotos numa ordem que faça sentido em relação a poses, espaços, looks, materiais usados — pra escolher/separar/preparar/ajeitar essas coisas todas antes, com carinho e cuidado, e facilitar a hora da ação, fazendo render o tempo separado pra isso no nosso melhor <3

pr’além da gente

no dia a dia, quanto mais a gente tá envolvida com o próprio trabalho, mais difícil é lembrar ou fazer boas fotos dessa atuação profissional. sempre falta imagem que mostre a gente em ação, sempre tem mais coisa pra contar do que pra mostrar — e identidade é visual + palavra, né. um bom jeito de abastecer esses nossos bancos de imagem próprios é já prever, no roteiro desse dia de fotos, participações e processos: vale combinar um tempo com uma cliente presencial e uma cliente online (em troca de resolver alguma questão do próprio trabalho) pra documentar essa ação real de muitos jeitos :) e vale incluir tempo pra visitar lugares em que o trabalho acontece e fazer esses registros. e nem precisa da gente o tempo todo: na lista de cenas é bom ter também materiais e espaços pra documentar, que isso também diz da gente né!

referências pra expandir repertório

montei pras minhas clientes, compartilhei também com as minhas alunas e agora trago pra cá: tem essas duas pastinhas de pinterest em que separo referências de espaços, ações, disposições de coisas, cenarinhos :) e também de poses, ângulos, jeitos de sentar… pra gente testar em casa, do nosso jeitinho, com os nossos universos particulares preenchendo esse framework, rs. eu mesma estudo isso pra caramba antes das minhas próprias fotos ;-) pra procurar versatilizar meus registros e não repetir sempre o mesmo olhar, o mesmo ponto de vista, as mesmas carinhas e poses. olhar além pra voltar pra si com confiança, entender o que pode parecer artificial nessas refs perfeitonas pra se apropriar mais e mais do que é natural pra gente <3

de expandir repertório de refs; fotos de trabalho →
pra fazer com tripé e celular: ótimas selfies →

mais treino, menos cobrança

tenho 150% de convicção de que a gente olha pras fotos das amigas de um jeito muito mais gentil, acolhedor, generoso do que quando a gente olha pras próprias fotos. então né, faz bem lembrar que a prática melhora todas as práticas: acredito que ajuda demais

_marcar dia na agenda pra esse compromisso consigo mesma
_separar tempo suficiente/confortável
_botar uma música gostosa
_acender um incenso ou uma vela cheirosa
_se trocar e se ajeitar com atenção e presença \o/

sabendo que é natural sair tudo mais tosco no começo (e que é gostoso demais perceber evolução a cada novo treino), que a gente faz o melhor que pode com os recursos que tem, que se olhar em fotos pode ser um grandessíssimo exercício de se levar menos a sério, de viver o agora <3

;-)

cuidar da gente como canais de comunicação, preparar imagens que representem nossa melhor apresentação/como a gente quer ser reconhecida —>> isso des-atrapalha a entrega das nossas ideias e mensagens! aparência pode sim facilitar, potencializar identificação, trazer pra perto por afinidade. nossas ideias são complementadas pelas nossas expressões e linguagem corporal + por todos os elementos visuais que compõem imagem pessoal (lembra que expressão facial, postura e atitude são compreensíveis em qualquer idioma, a gente sente sem nem precisar raciocinar muito!). e esse conjuntão complementar de ideias + visual, de imagem + conteúdo… isso constrói e reforça identidade e, com consistência, vira reputação.

seguimos: