trago todas as minhas alunas e todas as minhas clientes pra essa imagem: visualiza que a gente tá numa grandessíssima festa – com gente falando ao mesmo tempo, dançando ao mesmo tempo, circulando, se conectando, dando perdido umas nas outras. um mar de pessoas que a gente vê lá longe, todo mundo querendo fazer amizade, geral tão preocupada consigo mesma que quase não sobra disponibilidade pra se conectar com as outras pessoas participantes da festa.
acontece que essa festa tem ambientes diferentes: espaços mais paradões, que possibilitam conversa mais profunda, mais pesquisa, mais detalhe, mais tempo e espaço pra conexão (tipo nossos sites); espaços super frenéticos, da superficialidade e da correria, da distração e da disputa de atenção (tipo nossos instagrams); lugarzinhos tipo uns fumódromos (linkedin), tem conversa ocasional, tipo da fila do banheiro, no meio do caminho entre um espaço e outro (newsletters, podcasts) e tem os cercadinhos vip, em que a gente tem mais dimensões de comunicação e de conexão: cursos, seminários e congressos presenciais, reuniões em videochamada, encontros pra almoçar junto ou tomar um café, interações em whatsapp ou email.
a gente já tá circulando por todos esses espaços e a gente não tá só de visita: entendendo do que se trata cada ambiente, quem tá em cada espaço desse, conversando sobre que temas… e, ao mesmo tempo, circulando com uma nuvem de palavras em volta da gente, já sendo vista e reconhecida de algum jeito. e mesmo que estrategicamente a gente não esteja cuidando dessa nossa nuvem de palavras, ela já existe! a gente pode nem se dar conta, mas já tá sendo lida mesmo que ache que tá só passeando quietinha… ;-)
aqui no brasil, só os ambientes online dessa festa encheriam 1.900 maracanãs de gente. querer falar ao mesmo tempo e o tempo inteiro com todo mundo dessa festa (com essa quantidade tão exorbitante de pessoas) é contraproducente, desperdiça energia, é mais do que a gente dá conta — serumano não dá conta nem de estar com todo mundo num happy hour com 12-15 pessoas, quem dirá com esses 1.900 maracanãs lotados.
maaas sempre dá pra se apresentar com uma nuvem de palavras que identifique a gente com autenticidade, nas nossas singularidades, no que a gente pode ser mais legal \o/ e começar a construir nossas próprias panelinhas, puxando conversa com quem tá do nosso ladinho, sendo interessante como a gente pode ser numa festa – e esperar que quem tá em volta chame mais gente que tá em volta.
e assim nossa comunidade vai se formando, a comunicação vai fluindo com quem quer ouvir o que a gente tem pra falar e, quanto mais interessante
a vida é,
a gente é,
o que a gente faz e produz é,
mais gente interessada em ouvir vai se juntando.
então: um super trabalho que a gente tem em comunicação é construir uma experiência de conexão/de interessância tanto quanto a gente conseguir <3 pra que em toda oportunidade a gente esteja seja abastecida com as nossas melhores conversas, nossos melhores insights e nosso conteúdo mais benéfico (que seja benéfico pra gente, pra quem tá em volta e pro próprio ambiente).
pensando assim, quem sabe puxar conversa num jantar/num happy hour com amigos sabe pelo menos como começar a se comunicar com intenção, querendo se conectar. eu acredito!
tem técnica pra ajudar a organizar, sistematizar e descomplicar o compartilhamento de toooda possibilidade de conversa: na minha metodologia a gente mergulha nas nossas próprias identidades, passando pelo estudo estratégico das ferramentas que se quer/precisa usar, segue dedicando atenção às relações humanas pra terminar com organização e sistematização da prática — e assim, construir um plano de comunicação que caiba na agenda, enquanto a gente permanece aprendendo, cultivando criatividade, cuidando do próprio bem-estar (que quando a gente tá bem, também se sente mais à vontade pra ser a gente mesma, pra puxar nossas melhores conversas ;-)
e o plano de comunicação é parte importante do trabalho, mas não é o fim: com a estratégia claramente organizada, aí sim as tarefas e atividades (anuais, mensais, semanais, diárias) começam – a ideia é a gente substituir a energia da comparação, do medo, da rigidez e conseguir experimentar mais, se permitir ser curiosa e usufruir do processo tanto quanto dos resultados que se quer conquistar – garantindo que nossa maior energia seja orientada pro próprio fazer.
assumir que é complexo é o melhor começo! é só partindo daí que a gente fatia, vai aos pouquinhos conseguindo simplificar e permanecer atenta, fazendo escolhas, evoluindo, compreendendo mais e mais o que é — e o que não precisa ser. ;-)
a lógica é: nessa festa, primeiro a gente se apresenta e se disponibiliza no nosso melhor, convidando pra conversas interessantes e consistentes –que por si só já filtram quem se achega– pra se conectar, colaborar, criar coisas junto, crescer/brilhar! e fazer as pazes com o tempo e com nossas lista de tarefas, ter objetivos mapeados pra que eles virem métricas de eficácia, pra aproveitar essa festa ao máximo ;-) fazendo menos mas fazendo melhor, sem desperdiçar recursos, cuidando de nossas presenças como um exercício de autoconhecimento e de desenvolvimento pessoal. porque o propósito de estar em qualquer festa é se divertir né!