podcastinho 🎧👇 5mins
um grande e ótimo resultado de comunicação pessoal é botar a gente pra exercitar relacionamento (que o marketing quer chamar de engajamento quando cospe suas fórmulas). acontece que, nessa metodologia, é preciso, antes de ser interessante, estar interessada: presença online não tem a ver só com abastecer a internet, mas com nossas interações. construir comunidade tem a ver com participar dessas comunidades!
se a gente quer falar com mais gente, se quer mostrar o que faz pra outros grupos de pessoas… tem que circular! e fazer comentário também é produção de conteúdo — e um super exercício de intenção e de identidade.
pra interagir REAL e despertar pra troca, é preciso abrir mão da passividade do dedinho rolando o feed e cuidar de se rodear de gente-ideias instigantes, de provocações que tirem a gente do quentinho alienante 🥴 e quanto mais a gente aprende, interage e desdobra nossas narrativas diante de outros pontos de vista, maaaais nossas conversas crescem — em interessância e em alcance.
existir na internet é igual-merminho existir na vida real, e “fazer amigos” também: a gente precisa relembrar como puxa assunto, como se enturma em festa, como se contam histórias 🤩 e então carregar essa habilidade pra essa festa. do mesmo jeito que a gente se arruma pra conhecer gente nova, vale também calcular imagem quando se circula por outras @s — o contrário de tentar parecer o que não é, e sim se disponibilizando no nosso melhor pra construir/cultivar nossa panelinha, desdobrar comunicação pessoal pra ampliar espaços e conversas, estar com mais gente.
menos like, mais laço
internet não é jogo de assistir, é jogo de jogar junto! nossas ideias compartilhadas online precisam querer chamar pro debate, nossos formatos e palavras precisam construir espaço pra que a troca aconteça. e aí, todo comentário merece resposta, mesmo que seja só um ‘obrigada’. responder faz todo mundo se sentir especial 🥰 e mais:
🧩 complementa a ideia compartilhada, relaciona com outros temas
🎙️ serve de treino pra falar do trabalho a partir de provocações diferentes
🎨 dá chance de exercitar a versatilidade de nossas narrativas e palavras-chave
❓ pode abrir espaço pra gente mesma instigar mais conversa com perguntas espertas
📌 dá oportunidade de marcar pessoas, lugares, projetos ✌️ e e chamar mais gente pra enriquecer a conversa, conectar
aqui nos bastidores, incentivo minhas alunas e clientes a dar uma espiada no perfil da pessoa visitante antes de responder 😉 e conhecer a bio, catar os temas dela… pra economizar o óbvio e fazer nossa parte pra criar conexões relevantes de verdade ❤️🔥 que aqui a gente confia que não existe ‘cliente’, mas existe pessoa em relacionamento!
e fazer esse relacionamento acontecer não só em respostas de comentários, mas também comentando em outras @s 🤝 pra se permitir ser instigada por quem a gente acompanha/admira! imagina rolar um feed que só tem conteúdo que alimenta (alô faxina!) e fazer comentários mostrando de que jeito o tema daquela conversa se relaciona com os nossos próprios temas, sendo elogiosa, respeitosa com quem é “dona” daquela caixa de comentários, circulando no nosso melhor! em outros ambientes tão interessantes quanto os nossos 😎 no meio de gente com quem a gente gostaria de falar, com quem a gente se identifica -e que tem tudo pra se identificar com a gente de volta!
só é presença online se tem mais a ver com fazer companhia do que fazer campanha; se é mais conversa e menos palestrinha. igual tudo na vida adulta, dá mais trabalho do que só se alienar e deixar o piloto automático comer solto. não tá com cara de que a gente se liberta tão cedo dessa dinâmica de rede social… que a gente seja mesmo estratégica pra se preservar/se cuidar, conseguindo fazer menos mas fazer melhor!
e que nosso tempo na internet deixe a gente mais inteligente, inspirada e com mais possibilidades de fazer no offline 🚀 agilizando encontros, combinando cafés e conversas, sacudindo a vida real — eu mesma sempre quero conseguir e desejo que todas consigam!
🔍 na prática:
botar o cérebro pra fazer ginástica e, de tempos em tempos, faxinar o feed pra querer viver e não morrer: se colocar no meio de @s que instiguem, desafiem pensamento crítico, provoquem e tirem a gente de qualquer quentinho alienante.
e, no lugar de marcas e celebridades que fazem a gente se sentir pobre, sem-graça ou invejosa 🫤, nosso feed pode ter:
_gente diferente da gente e dos nossos amigos (que more em lugares diferentes, com experiências humanas diferentes)
_gente que pense diferente (não é pra concordar, é pra exercitar tolerância e expandir!)
_ativistas de causas que nos interessem
_@s de paisagens, arte, beleza, plantas, filosofias, arquiteturas
_@s de notícias boas: @razoesparaacreditar + @sonoticiaboaoficial
_@s de memes: @vccachorro + @coisaspvchapado
_hashtags e @s de bichos (acho antidepressivos!): #cuteanimals + @birds_perfection
e pode ser saudável aproveitar a faxina e des-seguir ‘concorrentes’. como diz a estratégia do oceano azul:
quanto mais as empresas se preocupam em se equiparar aos concorrentes e lutam para igualar ou vencer sua vantagem, ironicamente, mais tendem a se parecer com eles. a única maneira de superar os concorrentes é não mais tentar superar os concorrentes.
e se precisar filtrar gente de conta fechada, salva nas pastinhas, silencia e pronto 👌
abre 2 ou 3 primeiras pastas e vai rolando o insta (já categorizando o que vai pra cada uma delas e o que permanece no feed) e vai abrindo novas pastas pra organizar mais e melhor a coisa toda… depois sente o alívio! que com ele vem também inspiração, aprendizado, vontade espontânea de comentar, abrir mais portas de conexão!