4 dimensões do trabalho como suporte pra comunicação

numa das minhas formações -em liderança com base na antroposofia– conheci esse modelo conceitual pra gente montar/entender/desenvolver nossos trabalhos, com atenção a 4 dimensões dele:

_recursos:
tudo que é material, físico, que ocupa espaço (e que dá suporte pras nossas ideias);

_processos:
nossos cronogramas, fluxos, etapas, jeitos de fazer (não ocupam espaço mas se desenrolam no tempo);

_relações:
a gente com outros serumanos tipo clientes, colaboradoras, parceiras, fornecedoras, todo mundo do mercado — (acho essa a dimensão mais importante e impactante de todas);

_cultura:
a identidade e a essência do negócio, nossas crenças e competências (pelas quais a gente quer ser reconhecida), o sentido da nossa existência profissional — que a antroposofia entende como a dimensão mais valiosa de todas, que constrói reputação e que diferencia a gente pelo valor e não pelo preço.

venho entendendo que essas 4 dimensões podem também funcionar como ‘editorias’ pra gente desenrolar em forma de comunicação pessoal — seja em redes sociais, seja nas nossas aulas e palestras, no nosso jeito de tocar reunião, nos nossos jeitos de se apresentar/apresentar o próprio trabalho.

pensa: puxando pelo cotidiano (que naturalmente passa por essas 4 dimensões quando a gente executa o nosso fazer) + juntando nossas impressões em forma de sensações e experiências (o que a gente sente, pensa, aprende, troca quando vivencia esse pedacinho de cotidiano que tá comunicando ;-) + embutindo nas entrelinhas nossa trajetória, nossos valores e crenças, nosso jeito de enxergar o mundo :) que justificam porque tamos fazendo o que tamos fazendo e sentindo o que tamos sentindo.

numa comunicação dessa, ninguém precisa ser palestrinha/professoral ou literal demais em conteúdo nenhum, mas sim vai compartilhando gotinhas de vida acontecendo no gerúndio, sem precisar ter fim prontinho-perfeito ou resposta fechada pra conversa — especialmente na internet que né, comunicação social é pra conversar mesmo!

e se a gente tem lista de palavras-chave trabalhada/mapeada, é possível usar e re-usar e reforçar o que é importante pra gente em toooooda comunicação produzida (versatilizando aplicações das mesmas palavras em contextos diferentes). assim, com as ideias compartilhadas pra puxar conversa, a gente vai tendo oportunidade de falar dos nossos trabalhos -de muuuitos jeitos diferentes- com alguma leveza, com mais naturalidade.

(e acho muito que esse modelo pode orientar até a estrutura interna dos nossos cronogramas e propostas de trabalho, tanto quanto as nossas comunicações internas com clientes, colaboradoras, pares de mercado ;-)

seguimos: